A Polícia Civil de Santa Catarina (PCSC) deflagrou uma operação de grande envergadura na manhã da última quarta-feira (25) que resultou na prisão temporária de um homem de 51 anos e sua filha, de 24 anos. As detenções ocorreram simultaneamente em Florianópolis e Biguaçu, em uma ação coordenada pela Delegacia de Homicídios da Capital (DH). Ambos são investigados por sua participação direta em um brutal homicídio, ocorrido em maio de 2025, que chocou a comunidade local pela sua natureza e desdobramentos.
As investigações apontam que o crime teve origem em uma acusação grave: a vítima, um homem de 27 anos, era suspeita de ter cometido abuso sexual contra uma criança de 4 anos. Esta criança é neta do homem preso em Florianópolis e filha da mulher detida em Biguaçu. Diante da suposta denúncia e em busca de uma "justiça" paralela, os investigados teriam procurado lideranças de uma organização criminosa com forte atuação no Morro do Mocotó, exigindo uma punição sumária para o acusado.
Conforme apurado pelas autoridades, no dia 15 de maio de 2025, a vítima foi abordada por integrantes do grupo criminoso e submetida a um violento "tribunal do crime". Este julgamento clandestino, operado fora das instâncias legais, culminou na condenação e subsequente execução do homem de 27 anos. A Polícia Civil tem evidências que indicam a participação ativa tanto do pai quanto da filha neste processo, desde a solicitação da intervenção criminosa até o desfecho fatal.
O corpo da vítima foi descoberto apenas quatro dias após o crime, em 19 de maio de 2025, ocultado em uma cova clandestina localizada em uma área de mata no Morro do Mocotó. O cadáver apresentava sinais inequívocos de violência extrema, confirmando a brutalidade da execução. A operação de prisão contou com o apoio crucial de diversas forças de segurança, incluindo a Divisão de Investigação Criminal (DIC) de São José, a Delegacia de Polícia da Comarca de Biguaçu e o Pelotão de Patrulhamento Tático (PPT) do 4º Batalhão da Polícia Militar, demonstrando a complexidade e a abrangência da investigação. As apurações prosseguem com a análise do material apreendido e a coleta de novas evidências para consolidar o inquérito.

