A construção da nova Estação de Tratamento de Água (ETA) em Biguaçu, um projeto vital para a região, aproxima-se de sua conclusão. Com um investimento significativo de R$ 86,3 milhões, gerido pela Companhia Catarinense de Águas e Saneamento (Casan), a obra já demonstra grande avanço, com a maior parte dos tanques e passarelas estruturais completamente montados. As equipes agora se concentram na etapa crucial de finalização dos decantadores e na instalação do material filtrante nos filtros, elementos essenciais para a purificação da água.

A celeridade no processo de montagem da ETA é atribuída em grande parte à aplicação de tecnologia de materiais pré-fabricados em aço inoxidável. Esse método construtivo permitiu uma instalação ágil no local após as etapas de concretagem, realizadas no ano anterior, otimizando o cronograma da obra. Conforme explica Bruno Kossatz, engenheiro sanitarista responsável pelo projeto, com a instalação das últimas estruturas e a conclusão da parte elétrica, a nova estação está projetada para operar em sua capacidade total no segundo semestre de 2026.

Desde dezembro de 2025, a nova Estação de Tratamento de Água de Biguaçu já se encontra em fase de pré-operação, fornecendo 60 litros de água tratada por segundo para testes, abastecendo experimentalmente alguns bairros do município. Quando totalmente operacional, a unidade terá uma capacidade impressionante, capaz de tratar um volume de água equivalente a mais de 24 piscinas olímpicas por dia. Este volume será crucial para o abastecimento e será integrado ao Sistema Integrado de Abastecimento da Grande Florianópolis, garantindo maior segurança hídrica.

A conclusão desta infraestrutura representará um reforço substancial na vazão de água para diversos municípios que compõem o Sistema Integrado, com impacto direto na qualidade de vida de milhares de moradores. Os benefícios serão especialmente notáveis para as áreas mais distantes da atual ETA Cubatão, localizada em Palhoça. A nova ETA de Biguaçu não apenas ampliará a oferta de água tratada, mas também contribuirá para a resiliência do sistema de saneamento da região metropolitana, assegurando um serviço essencial e aprimorando as condições de saúde pública.